domingo, 12 de outubro de 2014

She Moves

Eu adoro músicas, sou muito eclética, não tenho um estilo de preferência, mas gosto muito quando a melodia combina com letras significativas!
Adoro Lulu, acho que ele canta muitas músicas que descrevem minha trajetória.
Amo Nando, ele canta melodias apaixonantes, como Pra você guardei o amor, espartódia entre tantas outras que tocam meu coração.
Ira! Como não lembrar de pessoas especiais! 
Se eu for descrever tantas outras bandas, Inexes, Beatles, Cranberries... 
Mas hoje eu estava escutando uma rádio especial e tocou esta música, foi paixão à primeira nota, então procurei o vídeo e descobri uma irreverência, uma alegria, uma pintura...
Eu me identifiquei!

http://youtu.be/lp0J_Sv_Q3o

domingo, 5 de outubro de 2014

Afinidade

Eu tentei escrever algo sobre afinidade, algo tão subjetivo e tão presente, mas um tanto inexplicável, eis que acho um texto que descreve tudo o que eu gostaria de ter escrito, mas não soube.


AFINIDADE

A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, 
delicado e penetrante dos sentimentos. 
E o mais independente. 
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, 
as distâncias, as impossibilidades. 
Quando há afinidade, qualquer reencontro 
retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto 
no exato ponto em que foi interrompido. 

Afinidade é não haver tempo mediando a vida. 
É uma vitória do adivinhado sobre o real. 
Do subjetivo para o objetivo. 
Do permanente sobre o passageiro. 
Do básico sobre o superficial. 

Ter afinidade é muito raro. 
Mas quando existe não precisa de códigos 
verbais para se manifestar. 
Existia antes do conhecimento, 
irradia durante e permanece depois que 
as pessoas deixaram de estar juntas. 
O que você tem dificuldade de expressar 
a um não afim, sai simples e claro diante 
de alguém com quem você tem afinidade. 

Afinidade é ficar longe pensando parecido a 
respeito dos mesmos fatos que impressionam comovem ou mobilizam. 
É ficar conversando sem trocar palavras. 
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento...

Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, 
nem sentir para, nem sentir por. 
Quanta gente ama loucamente, 
mas sente contra o ser amado. 
Quantos amam e sentem para o ser amado, 
não para eles próprios. 

Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. 
É olhar e perceber. 
É mais calar do que falar, ou, quando falar, 
jamais explicar: apenas afirmar. 

Afinidade é jamais sentir por. 
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo. 
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar. 
Compreende sem ocupar o lugar do outro. 
Aceita para poder questionar. 
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar. 

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. 
É conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas, 
quanto das impossibilidades vividas. 

Afinidade é retomar a relação no ponto em que 
parou sem lamentar o tempo de separação. 
Porque tempo e separação nunca existiram. 
Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, 
para que a maturação comum pudesse se dar. 
E para que cada pessoa pudesse e possa ser, 
cada vez mais a expressão do outro sob a 
forma ampliada do eu individual aprimorado.

Artur da Távola



sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Chacoalhão!

Esta é sua vida. Faça o que você ama, e faça sempre. 
Se você não gosta de algo, mude-o. 
Se não gosta de seu trabalho, deixe-o. 
Se você não tem tempo suficiente, pare de assistir tv. 
Se esta procurando o amor de sua vida, desanuvie, ele estará esperando por você quando você começar a fazer as coisas que você ama.
Pare de analisar, a vida é simples. Todas as emoções são bonitas. 
Quando comer, aprecie cada mordida. 
Abra sua mente, abraços e coração para coisas novas e pessoas, nós estamos unidos em nossas diferenças. 
Pergunte a próxima pessoa que você vir qual é sua paixão, e compartilhe o seu sonho inspirador com ela. 
Viaje sempre; perder-se te ajudará a encontrar-te. 
Algumas oportunidades só aparecem uma vez, agarre-a. 
A vida se trata das pessoas ao nosso redor, e o que você pode criar com eles, saia e começar a criar.
A vida é curta. Viva o seu sonho e leve sua paixão a diante.
Café Lounge Brasil - Pucón

sábado, 27 de setembro de 2014

Conquistando autoestima!

Sabe, eu passei uns bons anos (anos felizes também) sem olhar para mim como mulher! Eu não era preocupada com aparência ou saúde! Me divertia a beça cozinhando, comendo e bebebdo sem restrições, mas quando tinha alguma festa e eu não conseguia vestir algo que caísse bem, eu ficava triste!
Sei que nunca fui feia e não faço apologia ao culto ao corpo, mas vestir uma roupa que lhe cai bem, rende um sorriso maravilhoso ao espelho e aí está a beleza verdadeira, aquela que te mostra feliz!
Em janeiro de 2012 eu fui à um bar com meu cunhado, e este me deu um estalo, ele me fez lembrar de como eu era e me motivou a querer voltar a ser menos gordinha!
Na época eu queria emagrecer para me sentir bonita, achava que cuidando do peso eu voltaria a ser a Lia de antes.
Vou fazer um parênteses para contar como atingi o objetivo sem nutricionesta ou tãopouco remédios. Decidi que cortaria tudo o que eu comia pela metade, tudo! Se eu comia 1 barra de chocolate passei a comer 1/2, não fiz dieta inicialmente, apenas diminui as porções.
Passado 1 mês eu estava motivada e passei a substituir alimentos por opções mais saudáveis, castanhas, arroz raris multigrãos, frango grelhado, batata doce, beterraba, sucos e vitaminados, smooths, pão integral, tapioca, biscoito de polvilho, creme de ricota light,  requeijão de búfala, cookies integrais, alfarroba, entre muitos outros passaram a ser prioridades.
De janeiro a julho havia emagrecido 7kg somente com dieta, ok, eu jogava tennis nesta época, mas somente ( e apesar de ter força eu era preguiçosa), mas emagrecer foi me motivando. Em julho eu queria mais, eu fui a um cirurgião plástico e decidi operar, mas para operar sem muita lipo ( me dava muito medo) eu  intensifiquei meu projeto emagrecer! 
Comecei a correr, em 50 dias emagreci mais 7kg e entrei para cirurgia para fazer abdominoplastia e mamoplastia com 68kg, saí da mesa de cirurgia com 66kg, não foi muita diferença para quem ja tinha alcançado tanto, mas modelou o corpo e o resultado foi o melhor possível a meu entender.
Viciada já na corrida, voltei a correr com pouco tempo de cirurgia, voltei com tudo assim que fui liberada, não queria perder nenhum centavo que tinha investido na cirurgia.
Contratei um personal, que está comigo até hoje, comprei uma bicicleta, depois outra, depois outra ainda...
Hoje tenho uma rotina pesada para manter os 64kg que alcancei, corro, pedalo muito, faço musculação com pesos e funcional, nado no verão e me inscrevo em provas de Duathlon, Triathlon, corridas e passeios de mtb!
Fechando o parênteses, hoje eu procuro saúde e o sorriso no rosto, quando me olho no espelho acabada, suada, mas feliz é essa Lia que eu quero. O corpo é consequência, mas o sorriso é o objetivo.
Esta foto é uma tradução de felicidade, a terra grudada no rosto, a marca do óculos, o sorriso, mostra que as horas que eu passei em cima da bicicleta me limparam de todos os maus pensamentos e só me deixaram a terra limpa e vermelha que descarregam toda negatividade! 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

A MINHA FELICIDADE!


A Minha FelicidadeDepois de estar cansado de procurar 
Aprendi a encontrar. 
Depois de um vento me ter feito frente 
Navego com todos os ventos. 

Friedrich Nietzsche, in "A Gaia Ciência"

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Venha primavera, chegue de mansinho ao meu coração!


A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.


terça-feira, 23 de setembro de 2014

Pensamento do dia! Diversão!

 O estresse não nasce das circunstâncias externas, mas da interpretação que fazemos delas. Talvez o segredo da felicidade seja deixar de nos preocuparmos com fatores e estatísticas que não dependem de nós e nos divertirmos mais. 
Allan Percy (2011-10-17). Nietzsche para estressados.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Voltando para o Blog e o primeiro post é sobre PEDALAR!



Pedalar, do dicionário fazer mover os pedais... Um tanto quanto pouco esse significado.
Para mim, pedalar significa mover o coração, ativar o mecanismo do sorriso. É como se o pedivela fosse o próprio meio de ativação da endorfina e a corrente levasse para cada canto do nosso corpo a sensação de bem estar, alegria, felicidade.
Se estou triste, pedalo para pensar, se estou feliz, pedalo para agradecer. Pedalar só, é permitir conhecer-te a ti mesmo. Pedalar em grupo é permitir que pessoas entrem em teu coração. Pedalar em poucos é espelhar no outro. Pedalar em muitos ahhhh é muita alegria!
Sugiro que todos tomem uma dose de bicicletim, indicado à todos a qualquer momento!